sexta-feira, 6 de setembro de 2013

"Ainda há muito para ser Descoberto"




  

Amigo Leitor,


Reportagem "quentinha" de 29/08/2013 provando que sempre há muito a ser descoberto. Mesmo aqui em nossa planeta, com todos os recursos tecnológicos que possuímos.

Obs.:Conteúdo obtido diretamente do site da NASA.

Procurarei usar sites de referência, como já tenho feito, mencionando sempre os créditos de autoria.

Tenho usado material publicado por universidades, revistas científicas como NATURE, SCIENCE, CIÊNCIA HOJE e uma série de outros referenciais.

Quero construir um espaço de qualidade, mas requer esforço, por isso apelo a você!

Se você leitor trabalha na área científica, é estudante de áreas como física, biologia, astronomia, geologia, favor escrever para este blog. O endereço está abaixo desta postagem.

Preciso de ajuda para publicar conteúdos de qualidade. Os créditos das publicações serão todo seus. Você terá seu próprio perfil personalizado.

Faço um apelo aos apaixonados pela ciência e pela escrita, vamos construir este espaço.


Saudações Pensantes!

Celo




SUPER CANYON DESCOBERTO NA GROELÂNDIA



Dados de uma missão científica da NASA revelaram um imenso canyon escondido sob um quilômetro de gelo da Groenlândia.

 

"Pode-se supor que a paisagem da Terra já havia sido totalmente explorada e mapeada", disse Jonathan Bamber, professor de Geofísica da Universidade de Bristol, no Reino Unido, e principal autor do estudo. 



"Nossa pesquisa mostra que ainda há muito a ser descoberto."



                                                       Canyon descoberto pela Operação IceBridge da NASA na Groelândia


O cânion se assemelha a um canal de rio sinuoso e tem 750 km de comprimento, maior que o Grand Canyon. Em alguns lugares chega a ter 800 metros de profundidade. 





Os cientistas avaliaram milhares de dados de radar coletados pela NASA, pesquisadores do Reino Unido e da Alemanha, ao longo de várias décadas, para chegar ao mapa  da paisagem submersa sob o lençol de gelo da Groenlândia.



Uma grande parte desses dados foram coletados a partir de 2009 até 2012 pela NASA Operation IceBridge, uma operação aérea científica que estuda o gelo polar. 



Um dos instrumentos científicos do IceBridge, um tipo de sonda, é capaz de ver através de vastas camadas de gelo, revelando a espessura e a forma da rocha escondida.



Com o uso de determinadas freqüências, as ondas de rádio podem viajar através do gelo e voltar  a superfície. O tempo de retorno das ondas revela a profundidade e a característica das rochas.
 

Comet ISON órbita
Avião de pesquisa na Groenlândia



Os pesquisadores acreditam que o canyon desempenha um papel importante no transporte de água de degelo sub-glacial do interior da Groenlândia até o oceano. 



Há evidências que antes da presença da camada de gelo, há 4 milhões de anos, a água fluía no canyon, do interior para o mar, e teria sido um grande sistema fluvial.



"É notável que um canal do tamanho do Grand Canyon seja descoberto no século 21, abaixo da camada de gelo da Groenlândia", disse Studinger. 



"Isso mostra o quão pouco ainda sabemos sobre as rochas abaixo de grandes placas de gelo continentais."



Referências:


  
Links relacionados:


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

As Viagens do Cuco




Caro amigo leitor,

Estou devendo o post sobre Einstein, o 

"cara que gostava de andar de byke".

Estou trabalhando nele...

Mas você pode estar pensando: 

"Que cara de pau, isso faz um ano!".

Está certo... estou voltando a "ativa".

Espero que em definitivo.

Saudações Pensantes!

Celo


 
Cuco, Cuco, Cuco... Quem já não ouviu este simpático som? 



                                             Cuculus canorus (Cuco - foto: Arkive)


Ordem: Cuculiformes

Família: Cuculidae


Lembram dos desenhos do Pica-Pau, pois é, não é bem do Pica-Pau que quero escrever, mas do Cuco, aquela ave que deixava até o "Pica-Pau irritado" quando saía de dentro do relógio.

O Cuco é uma das muitas aves onomatopaicas, pois "canta o próprio nome". Ouça você mesmo.




A população dessa ave tem caído no Reino Unido e os pesquisadores estão cogitando as causas.

O Cuco é uma ave migratória que faz uma grandiosa viagem do hemisfério norte até a Africa e vice-versa.

Incrível né?

Área de distribuição geográfica do Cuco

Pesquisadores britânicos acreditam que podem estar havendo problemas nessas viagens.

Mas como descobrir?

Uma forma é o chamado "anilhamento". Algumas aves migratórias são capturadas por pesquisadores e uma série de dados sobre o animal são anotados e lançados em um banco de dados de pesquisa.



anilhamento
    Anilhamento de ave (foto: CEMAVE).



Viajando pelo Mundo


As aves migratórias viajam muito e como todo viajante, tem de parar para descansar e comer.

Nestes pontos de parada as aves podem ser vistas por outros pesquisadores,  moradores locais e principalmente observadores de aves.

No Brasil o CEMAVE através SNA - Sistema Nacional de Anilhamento de Aves Silvestres é o responsável por esse monitoramento.

As anilhas do Brasil possuem uma letra e um número de identidade único, além da menção:

"Avise o CEMAVE".

 anilha
                                 Anilha com menção "Avise o CEMAVE (Foto: CEMAVE).


Estas informações ficam visíveis a um binóculo por exemplo,  de uso comum entre observadores de pássaros.

Os observadores geralmente estão cientes deste aviso do CEMAVE e o registro deste encontro é fundamental para os autores da pesquisa, pois no caso de uma ave migratória com rota conhecida seja avistada em outro local de parada, que não o habitual, essa informação é valiosíssima para o pesquisador.

O que está ocorrendo? Por que mudou de rumo? A resposta em geral está associada a mudanças ambientais, como desmatamento, aterro de áreas alagáveis, entre muitos outros fatores, provocados ou não pelo homem.

Além disso, aves migratórias estão associadas a propagação de vírus pandêmicos, o que aumenta ainda mais a importância de conhecer suas rotas de viagem.

Parar para comer, descansar ou fazer ninhos onde não há mais comida e água, não faz o menor sentido, não acha?


Artigo de autoria de Marcelo S. Araujo


Referências: